Olá, meu nome é Vera Lucia e sirvo como missionária na Carreta Missionária. Servir a Deus, aos irmãos e irmãs batistas brasileiros e às mais diversas comunidades tem sido um grande privilégio e alegria.
Em 2025, visitamos 8 estados, 50 municípios e 64 igrejas, percorremos mais de 20 mil quilômetros e, em todo tempo, fomos alcançados pela bondade e pela misericórdia do Senhor. Nossas carretas foram livradas de acidentes e de vandalismo; nossa saúde foi preservada, mesmo mudando de clima constantemente. Por exemplo: saímos do calor úmido da Amazônia para o calor seco do Cerrado. Isso sem dúvidas é cuidado de Deus!
Em cada cidade que chegamos e em cada igreja que nos recebe, somos acolhidos com cuidado, amor e alegria. Tem sido apaixonante e inspirador ver como o Eterno tem trabalhado por meio do nosso povo batista. Eu tenho dito que temos vivido um avivamento em nossas igrejas, que têm avançado para além das quatro paredes e têm entendido que ser relevante na comunidade é nosso papel. Como sou feliz e me sinto honrada por fazer parte desta história.
Este ano foi muito especial, pois tivemos o privilégio de conhecer lugares incríveis, encontrar pessoas fantásticas e ver muitos sinais e maravilhas da parte do Senhor. Muitos lugares foram mais que especiais, fizemos amigos que estão em nosso coração. Servir na Carreta é chegar desconhecido e despedir-se como se fosse da família: tem abraço, tem choro, tem saudade, e assim seguimos.
2025 foi um tempo de muito aprendizado, e a Campanha de Missões Nacionais – Minha Pátria para Cristo, reafirmou o que experimentamos no dia a dia na Carreta Missionária. Entre os presentes deste ano, quero destacar duas agendas. O Senhor nos deu a oportunidade de servir a dois grupos dos PNA’s (povos não alcançados). Estivemos em Cavalcante (GO), servindo à população do município, que em sua grande maioria é quilombola, um povo forte, bonito. Poder ouvir a história, aprender sobre cultura é indescritível, me enriquece, me cura e aumenta a chama pelo campo missionário. Também estivemos em Caldas Novas (GO), com a comunidade cigana, um povo que ainda vive a realidade do preconceito e da marginalização, mas que nos ensina muito sobre senso de comunidade e unidade. Que tempo precioso junto desses queridos!
Eu poderia escrever inúmeras laudas, com muitas experiências, sobre como foi especial servir na Carreta Missionária neste ano, mas, na verdade, as palavras não são capazes de expressar tudo que experimentamos nesse ministério. Sou grata e feliz, e me sinto honrada e especialmente abençoada por fazer parte deste ministério.
Vera Lucia
Missionária na Carreta Missionária