Multiplicando o amor que recebi do Pai!

“Nós amamos porque Ele nos amou primeiro.” 1 João 4.19

Quando nos reportamos ao início da Igreja de Cristo na terra, nos lembramos que ela nasce sobre o firme e sólido mandamento de “sermos testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos 1.8). Creio que o que estava na perspectiva de Cristo é que todo aquele que se chama discípulo de Jesus precisa ser uma extensão do amor por ele recebido em toda terra. Fomos alcançados por esse amor e agora o multiplicamos com aqueles que perecem na escuridão. Como não amar aqueles que estão na prostituição, drogadição, nas tribos indígenas sem Cristo?

1) Porque Ele nos amou primeiro, demonstramos o amor mais em atitudes do que em palavras. Alguém disse, certa vez, que “a medida do amor é amar sem medida”. Todas as vezes que somos desafiados a pensar na essência do amor “ágape”, entendemos que ele está intimamente ligado ao sentido de incondicionalmente realizar algo pelo próximo sem querer nada em troca. Quando o assunto é missões, o nosso desafio é nos entregarmos por essa obra com total abnegação. A Bíblia diz: “o amor de Cristo nos constrange” (2 Coríntios 5.14). Você se sente constrangido pelas vidas que não experimentam a mesma alegria que você desfruta?

2) Porque Ele nos amou primeiro, oramos de forma responsável pelos perdidos. Sempre defendi a tese da “oração responsável”. Quando você ama de verdade uma pessoa, você ora por ela e se compromete totalmente com ela. Não é apenas orar, é se responsabilizar por quem você está pedindo e orando. Enquanto você lê este texto, há alguém se suicidando, se prostituindo, se drogando. Você pode imaginar o valor de sua oração para que nossos missionários sejam a resposta aos corações aflitos?

Por ser o amor uma dádiva, o partilhar do evangelho e o desejo de fazer discípulos em nossa Pátria se torna um processo natural em nossa vida. Jesus, certo dia, pregando e fazendo milagres, foi tomado de compaixão pelas multidões, pois eram como ovelhas sem pastor (Mateus 9.36). Ele exclamou: “a seara é grande, mas os trabalhadores são poucos”. Isso significa orar para que Deus levante vidas e transforme corações. Sua vida de oração inclui esse amor incondicional pelos que ainda não são discípulos de Jesus?

3) Porque Ele nos amou primeiro, repartimos de forma concreta o alimento que supre os necessitados. Sendo o amor verdadeiro uma dádiva que partilhamos, precisamos lembrar que todo discípulo, para se tornar uma extensão do Reino nesta terra, precisa pedir em oração pelo “pão que é nosso”. Isso significa que o pão não é apenas meu, ele precisa ser partilhado com os famintos. Exercer compaixão e graça é a nossa missão nesta terra!

Amo ler e reler a história de nossos missionários Guenther Carlos Krieger e sua esposa, Wanda Braidotti Krieger, como uma entrega total aos índios Xerente, em nossa Pátria. Era 1958, ainda norte de Goiás, quando o Pr. Carlos Krieger, com apenas 20 anos de idade e recém-formado em Teologia, chegou à cidade de Tocantínia. Ele desembarcou com pouca experiência na “bagagem” e muitos

desafios o esperavam pela frente, sobretudo por tratar-se da evangelização de índios. Anos se passaram, lutas foram vencidas, e um marco histórico foi definido décadas depois, com a comunidade indígena Xerente recebendo a tradução completa, em sua própria língua, do Novo Testamento bíblico. Você pode imaginar o que representou essa entrega de vida para a obra missionária? É de gente assim que a obra precisa! Pessoas que não meçam esforços para verem vidas transformadas pelo amor de Deus. Todos os que estão perecendo sem Cristo precisam de nosso amor. Precisam do Pão da Vida, que é Cristo. Imagine o que Deus poderá fazer através de você se, hoje mesmo, decidir demonstrar de forma prática o amor de Deus pelos perdidos? Que tal ser essa resposta?

Pr. Marcos Petrucci

Primeira Igreja Batista de Moça Bonita (RJ)


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