Como envolver os PGMs em missões?

“Se os pequenos grupos não têm uma proposta para missões, então não servem para a nossa igreja” – Pr. Gilson Breder, em 1999, ao discutir a implantação de PGMs na PIB Campo Grande (MS).

Baseado em Mateus 28.18-20, missões é fazer discípulos, que é a razão de um Pequeno Grupo Multiplicador. A ordem é multiplicar discípulos, não pequenos grupos; o PGM é ferramenta!

Mas fazer discípulos onde estamos é apenas uma parte da Grande Comissão; de “todas as nações” é a segunda, e ambas devem ser obedecidas. Em Atos, na versão de Lucas para a Grande Comissão (Atos 1.8), o “mundo” é estratificado em níveis: nossa cidade, nossa região, nosso País, chegando até os confins da Terra. E como Lucas usa as conjunções “tanto… quanto”, entendemos, pelo Espírito Santo, através dessa porção das Escrituras, que devemos nos empenhar em fazer discípulos fora de nossa cidade e de nosso País, da mesma forma que nos empenhamos em fazê-lo em nosso condomínio ou bairro. Essa é, na verdade, a mensagem de toda a Bíblia.

Para isso, a igreja envia missionários (Atos 13.1,2), não os sustenta apenas financeiramente, mas também em oração e cuidado. Sim, o cuidado com o missionário é parte integrante e indispensável do envio. Como no caso dos filipenses em relação a Paulo (veja Filipenses 4.10), é possível até haver a intenção, mas faltarem as oportunidades. Assim como os PGMs e Organizações Missionárias da Igreja (MCM, Embaixadores etc.) proporcionam boas oportunidades de cumprir a missão aqui, eles também são fundamentais, não apenas para enviar uma oferta e sustentar um missionário, mas também para ir junto dele, afinal é a Igreja que faz missões!

Numa Campanha missionária é comum que os momentos missionários aconteçam apenas nos cultos. Contudo, o tempo do culto deve ser de adoração e edificação, não sendo apropriado haver momentos extensos de avisos ou de outras informações, além de não ser um tempo adequado para perguntas e respostas. Boletins são bons, mas nem todos leem, e não têm a dinâmica de uma conversa.

Diferentemente do tempo do culto, o tempo da reunião de um PGM ou de uma Organização Missionária é mais aberto e, por envolver menos pessoas, pode facilmente incluir conversas de esclarecimento. Nessas reuniões torna-se mais fácil, prático e oportuno acompanhar o que acontece no campo, informar os membros sobre o que a igreja está fazendo.

Assim, a Campanha pode acontecer de forma muito mais eficaz nos PGMs. O ideal é que cada PGM tenha seu líder de missões, um promotor e, dessa forma, não apenas durante a Campanha, mas ao longo do ano, interceder pela obra missionária e pelos missionários específicos do PGM (de missões locais, estaduais, nacionais e mundiais). Especificamente na Campanha, a oferta trabalhada por um PGM poderá ser mais generosa, pois é mais fácil haver mais envolvimento que no “grupão” que é a igreja toda.

Com ou sem líder de Missões, a Campanha em um PGM acontece de duas maneiras bem práticas: informação (necessidades de oração, desafios, ênfases, oferta etc.) e entrevistas (on-line) com missionários. Agindo assim, o PGM cumpre o seu propósito: multiplicar discípulos tanto aqui, como acolá.

Milton Monte

Gerente Executivo de Mobilização de Missões Nacionais


Warning: preg_match(): Compilation failed: invalid range in character class at offset 12 in /home/missoesnacionais/www/campanha2020/wp-content/plugins/js_composer/include/classes/shortcodes/vc-basic-grid.php on line 184
  • Tudo
  • Revista do Pastor
  • Revista do Promotor
  • Revista Gratidão

Multiplicando o amor que recebi do Pai!

“Nós amamos porque Ele nos amou primeiro.” 1 João 4.19 Quando nos reportamos ao início da Igreja de Cristo na terra, nos lembramos que ela nasce sobre o firme e sólido mandamento de “sermos testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra” (Atos 1.8). Creio que...

Por que fazer campanhas missionárias?

“Pois dou testemunho de que eles deram tudo quanto podiam, e até além do que podiam. Por iniciativa própria eles nos suplicaram insistentemente o privilégio de participar da assistência aos santos.” 2 Coríntios 8.3,4 A campanha (assistência aos santos) referida em 2 Coríntios tinha o objetivo de ajudar os crentes da Judeia em um período...

Como envolver a igreja no levantamento da oferta?

Louvo a Deus pela vida de nossos Promotores de Missões. Aqui, na QIB em Cardoso Moreira, minha amada esposa, a pouca sombra Vanessa, e meu Secretário Executivo, Júlio, são os Promotores de Missões. Eles amam missões e têm carta branca para desenvolverem o trabalho de Missões Mundiais (março a junho) e Missões Nacionais (setembro a...

A ética de fazer a Campanha e não enviar a oferta

Sendo este um tema delicado, rogo a Deus que me conceda a Sua graça para abordá-lo, de modo a alcançar o coração de cada pastor e líder responsável por administrar os recursos levantados pela igreja, para a obra missionária. A obra missionária é o instrumento de Deus para ganharmos o Brasil e o mundo para...

Missões como expressão da igreja local

Porque Ele nos amou primeiro, amamos aqueles que precisam ser amados por nós. A Igreja Batista do Calvário, da qual sou pastor, tem um grande amor por missões. Em primeiro lugar, a igreja reconhece que Deus nos amou primeiro: “Nós amamos porque ele nos amou primeiro” 1 João 4.19. Esse amor nos impulsiona a amar...

Algo é meu para que doe?

Certa vez eu pedi a Deus em oração uma coisa simples: um período de lazer para que eu pudesse caminhar. Fiquei muito feliz porque o Senhor me atendeu e me senti extremamente abençoada. Enquanto caminhava, comecei a perceber a presença de pessoas que precisavam ouvir do amor de Deus, que, na verdade, eram as mesmas...

Missão de quem?

A divisa da Campanha de Missões Nacionais deste ano, retirada de 1 João 4.19, bem que poderia ser parafraseada em linguagem missiológica: “Nós vamos porque Ele veio primeiro”. Com razão, se fazemos missões hoje, é porque, muito antes de nós, Jesus fez missões ao vir nos salvar. A missão não começa em nós, mas em Deus, que é quem está em missão. Essa verdade é o que os teólogos...

Estratégias para avançar e multiplicar

Fazer missões é algo apaixonante! Não existe nada melhor que possamos fazer por alguém do que apresentar Jesus. Quando fazemos missões, estamos fazendo exatamente isso. Seja no campo, seja através da oração ou da contribuição. Mas nós que temos a responsabilidade de mobilizar as igrejas, também temos grandes desafios e acredito que o maior deles...

Momento missionário sem missionário

O momento missionário é a principal oportunidade para que o promotor informe a igreja acerca do campo missionário. Nesse momento, todo promotor deseja a presença de um missionário para impactar as pessoas e, talvez, influenciar no alcance do alvo de ofertas. Mas, será mesmo imprescindível que um missionário esteja presente nesse momento? Certamente que não!...

Como agir quando o promotor não tem o apoio do pastor

Um dos textos bíblicos de que mais gosto é 2 Coríntios 5.2, onde lemos que somos “Embaixadores do Reino de Deus”. Isso significa que temos a responsabilidade de representar o nosso Rei aqui na Terra. Que responsabilidade! Que honra! E a nossa missão é pregar a mensagem de reconciliação. Uma missão que começou no coração...